A lei brasileira é explícita, e mesmo assim o alimento saudável, sustentável e justo ficou restrito a quem pode pagar caro por ele. As causas são muitas: escala, tributação, subsídio ao alimento convencional, custo ambiental que nunca entra no preço. Não damos conta de todas.
A comida é o item do orçamento doméstico com maior margem de escolha. Aluguel, energia e transporte quase não se negociam. A compra do mês, sim. É a alavanca de transformação mais frequente que uma família tem nas mãos.
Trabalhamos na parte dessa alavanca que dá para mover agora. Damos a quem produz a mesma infraestrutura digital que as grandes redes têm, sem cobrar por ela. E organizamos quem compra em grupos grandes o suficiente para comprar direto, pelo preço do produtor.
“…direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.”
Lei Federal nº 11.346